segunda-feira, 28 de maio de 2012

Iça, Histórias e Ferradura


Em Lagoinha, conheci o ex-prefeito que come iça. O Sr. Galvão, e o que é mais engraçado é que ele congela as tanajuras para comer o ano inteiro. Ele até me deu um pouco para trazer pra casa. E assim que cheguei, fui logo preparar minha formiguinha. Alguém ta servido?


Depois de prosear com o Sr. Galvão, fui atrás do Seu Darcino, um tropeiro veio que ha muito tempo trabalhou na Fazenda Santana em Cunha. Fiquei um tempão ouvindo seus causos e histórias. E a mais engraçada é a da Dona que tinha bigode. Foram tantas histórias que até me esqueci da hora.
(foto darcino)
Me despedi do seu Darcino e fui rumo a Cunha. Mas a hora que estava saindo, presenciei uma cena pouco comum. Enquanto o senhorzinho segurava o pé do cavalo, a moça batia os cravos. Isso que é trabalho em equipe.
 


Bem, deixa me ir porque ainda vou pra Cunha. Até já

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Capelas e sabor japonês




Passando por Arujá para fazer umas pesquisas, contei com a ajuda do também pesquisador Afrânio Barreto, que sabe tudo de Arujá. E ele me contou que no meio dos modernos prédios, casas e avenidas ainda permanecem histórias esquecidas ou pouco lembradas. Como no caso das capelas e igrejas. Que foram construídas pelas mãos dos escravos à muitos anos atrás. Mas que ainda guardam suas arquiteturas e histórias antigas.


E como nesse país tudo é rural eu descobri que no meio daquela cidade grande e moderna, ainda permanece tradições antigas, como a do celeiro Pedro Almeida que é artesão do couro, faz selas australianas artesanalmente e concerta qualquer tipo de arreio.





E depois de um dia de descobrimentos, vamos comer né. Porque ninguém é de ferro, e aproveitando que eu estava na cidade grande porque não experimentar um prato pouco comum no interior. Fui jantar num restaurante japonês e comer com rachi. Ou melhor, tentar comer com o rachi, porque não é nada fácil. E antes que eu me atrapalhasse toda com aqueles palitinhos, peguei logo o garfo e a faca e mandei ver um pratão de yakissoba.



Antes
Depois...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

pinheiro, pinha, pinhão..


Festival do Pinhão em Cunha e eu, claro, fui dar uma bisbilhotada. Pra começar, eu não imaginava o tanto de coisas gostosas que da para fazer com o pinhão. É doces, salgados, massas, bolos, pratos chiques, simples... Mas todas muito saborosas e nutritivas. Pois era de pinhão que passavam os viajantes e tropeiros do século passado. 

É, o pinhão já alimentou e alimenta muita gente até hoje. O que antes era uma necessidade, hoje é festival. Com direito a degustação dos pratos e tudo. E eu que não sou boba, fiz questão de ir até o Parque Estadual da Serra do Mar (núcleo de Cunha), onde acontece essa degustação toda, para experimentar algumas delícias.  

Chegando lá percebi que só pelo visual já tinha valido a pena, pois tem em sua porta de entrada a cachoeira do parque, pena que estava frio. 




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mazzaropi, panceta e nhoque.




Todo ano em Quiririm acontece a Festa da Colônia Italiana e esse ano eu não pude deixar de prestigiar. Para entender melhor o motivo dessa festança toda, fui conversar com um especialista nesse assunto, o Sr. José Indiani, conhecido por Seu Zé I. Descendente legítimo de italianos, Zé I me contou que a maioria dos moradores da vila de Quiririm são filhos, netos e bisnetos de Italianos que vieram para o Brasil, no final do século XIX, em busca de melhoria de vida. Mas no começo sofreram muito.


E depois de ouvir essa curiosa história fui prestigiar a festa, assistindo ao desfile  e conhecer um pouco da cultura Italiana.

 Logo de cara encontrei uma figura engraçada, o Philaderpho e o inseparável caminhãozinho Anastácio, que até dirigi um pouco. Diz ele que foi um presente de seu primo, Mazzaropi. Anastácio já participou dos filmes “Sai da Frente” e “Nadando em Dinheiro” na década de 50.




E a fome já estava apertando, fui atrás das delícias Italianas, Um batalhão de italianos vão pro fogão preparar os pratos típicos que por sinal não eram poucos. Mas no meio de lasanhas, nhoques e espaguetes encontrei uma gordurinha diferente, feito de toucinho (barriga de porco), e é lógico que experimentei um pedacinho só, da curiosa Panceta pra depois saborear um delicioso nhoque. ..




quarta-feira, 2 de maio de 2012



Desta vez estou em Guararema, cidadezinha famosa por vários atrativos. Um deles é a famosa plantação de orquídeas, calcula-se que a cidade tem cerca de 80 produtores de flores e eles dizem que o clima na cidade é o melhor, pois tem a umidade necessária para o crescimento das flores.
 
E passando pela cidade não pude deixar de reparar no deck que tem à beira do Rio Paraíba, conhecido como o Recanto do Américo. Onde foram construídas pontes suspensas que interliga as ilhas do rio, um lugar tranqüilo para apreciar as águas do Paraíba e os peixes que vem a flor d’água para se alimentar. E é ali no deck onde esta localizada a centenária Pau D’alho uma enorme árvore que exala cheiro de alho.
 


Outro atrativo interessante é o Parque da Pedra Montada, pois é nele que esta as pedras montadas. Uma verdadeira obra de arte da natureza. Dizem que a natureza não faz milagres, faz revelações

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Mas se você for dar uma voltinha em Guararema, não deixe de ir visitar São Longuinho, na Igreja da Freguesia da Escada e aproveite para pedir pessoalmente ao Santo aquela causa perdida. Ou agradecer, dando pulinhos.


“São Longuinho São Longuinho se o senhor me ajudar te dou três pulinhos.”








Até a próxima...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vitória Régia no Vale!

Pois é. Logo ali em Areias, na Fazenda Vargem Gande, está o Jardim de Burle Marx. Um paraíso com centenas de plantas e águas geladas descendo da serra. A Vitória Régiia chama a a tenção. Consegui até meditar dentro de uma delas (será? )

É o único jardim em propriedade particular criado por Burle. Você não sabe quem é Burle Marx? Veja na Internet

É no pé da Serra da Bocaina, na Fazenda Vargem Grande onde está a obra de arte ao ar livre. Bem na divisa entre Areias e São José do Barreiro, numa estradinha de terra onde a uns duzentos anos atrás era caminho de tropa. Por onde burros e mulas saiam da mesma fazenda pra vender café na região. Hoje a fazenda é uma hotel e um atrativo turístico histórico. Claro, com um charme bem diferente das outras fazendas que conheci.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fazendo História

Depois das informações que o chegado Zé Pequeno me passou, fui em busca das Fazendas perdidas. E olha que não são poucas.

Pra começar, vou falar da Fazenda Resgate, presume-se que foi construída por vota de 1818. Ganhou este nome devido ao seu proprietário comprar negros resgatados pelas tribos africanas. Foi um dos importantes núcleos econômicos da cidade. Atualmente pertence ao comandante Carlos Pereira da Silva Braga. Seu interior guarda a arquitetura e decoração da época. Tem as pinturas de Villaronga e azulejos chineses. O curioso é que esses azulejos estão sendo restaurados já faz 15 anos, por uma especialista chinesa que restaura um por um das duas paredes cobertas pelos próprios. Haja paciência.



A Fazenda 3 Barras, datada do inicio do século XIX, não se conhece muito da sua fundação. O que se sabe é que D. Pedro I hospedou-se lá em 1822, e depois, Juscelino Kubichek, quando presidente da república. Ela conserva ainda os traços do passado que resistem ao tempo.

Na Fazenda Loanda, fui recebida pelo Seu Pedro, atual proprietário que foi muito gentil fazendo um roteiro por todo o prédio, que tem 1.500 m2. mostrando seus aposentos. Seu Pedro é orgulhoso de suas aquisições de móveis antigos e está fazendo um museu particular, com as outras centenas de peças que estão em depósitos.


O primeiro prédio foi construído em 1790. O atual prédio em estilo colonial com toque neo-clássico, foi edificado em 1850, pelo Major José Ramos Nogueira, sargento mór da Imperial Guarda de Honra de D. Pedro I, nasceu em Resende em 1787 e casou-se com Domiciana Leopoldina da Conceição. Ali nasceu seu filho Pedro Ramos Nogueira, “Barão de Joatinga” por decreto de 1877. Pedro Ramos Nogueira viveu com sua família na Fazenda Loanda, onde cresceram seus filhos e onde veio a falecer. A Fazenda tem uma Capela toda recoberta por folhas de ouro e um museu cheio de artefatos e peças históricas. Até eu fiquei com vontade de voltar no tempo.


Mas Bananal tem muitas outras fazendas que resistem ao tempo, muitas histórias, lendas e mistérios. Até a próxima.